Carnaval, não te quero mal;Só lamento a dor e a miséria daqueles que não comem;
Não possui renda para cobrir a fome dos seus;
Essa renda que vestes, que sustenta-te...
Só lamento a propagação desenfreada das mazelas deixadas;
Das frequentes inconsequências do teu grito no trânsito.
Não te quero mal, pelo teu cunho cultural.
Que por hora muito nos onera,
Um país de muitas riquezas e fraquezas,
Essa, sentida Nordestinamente não apenas no seio de tua gente,Mas também no lombo dos animais, esses que os sustentam.
No teu solo, onde assola a mais dura miséria.
Nas lágrimas que não ainda não endureceram o coração do homem.
Que sente a dor não apenas de perder o que tem,
Mas chora pela sofrida morte, impiedosa de um ser.
Não posso ver a bateria passar e com isso me alegrar,
Mesmo com toda a sua beleza, das belas mulatas, das baianas,dos enredos e histórias que encantam e fascinam...
Nada disso me esconde dessa tristeza da deselegante distribuição de nossas riquezas.
Cida.
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