O ar cheirava a framboesas e Dudu não parava de falar.
— Sabes que mais? Se eu tivesse uma mãe como a tua,
só teria um desejo: sentir a cara dela junto da minha, respirar o seu
perfume… As mães são tão perfumadas, tão carinhosas! Ficamos tão
contentes quando pensamos nelas…
E a sua voz tornou-se grave:
— Eu tive mãe, há muito, muito tempo… E agora daria tudo para poder respirar o seu perfume. Mas é tarde demais.
Martinho compreendeu que a mãe de Dudu e o seu
desaparecimento tinham um papel muito importante na história do
duendezinho e na sua maneira de procurar ser feliz.
Naquela noite, Martinho deu à mãe um abraço muito
apertado e respirou com força o seu perfume. A mãe deu-lhe um abraço
mais apertado ainda.
— Sinto que estás melhor, Martinho, e estou muito contente por isso.
— É natural! — respondeu Martinho a rir-se. — Trago comigo um génio bom… Um pequeno duende que me ensina a ser alegre.
A mãe também se riu e deu-lhe as boas-noites.
Nenhum comentário:
Postar um comentário